16/09/2005
Diante de tantos passos apressados, sem nenhuma proteção sobre a calçada de pedras portuguesas, dormia um homem. Era sujo e magro. Apresentava alguns cabelos brancos e rugas denunciando a velhice do corpo. Talvez estivesse bêbado, mas isso pouco importou para uma senhora que passava pelo local às 7 horas da manhã, se dirigindo para uma padaria no bairro Nazaré, onde reside na capital baiana. Dona Maura, uma senhora de quase 80 anos, vestimentas simples, porém bem arrumada, parou diante daquele ser adormecido no chão, estendendo para ele um olhar triste e piedoso. Não conseguiu ter medo daquela criatura desafortunada. Ao contrário daqueles que só reparavam naquele homem infeliz a tempo de desviar dele como se desviasse de uma pedra ou de um buraco no caminho, Dona Maura esqueceu um pouco de si para pensar um pouco nele. Seus pensamentos, talvez, fossem uma análise sobre a trajetória de vida daquele senhor adormecido no chão, se ele possuía família ou sobre o abandono do Estado. Talvez apenas fizesse uma prece. Ninguém sabe, ninguém perguntou. Mas a partir do momento em que Dona Maura parou diante daquele ser, os transeuntes apressados deixaram de enxergá-lo como uma pedra para enxergá-lo como um homem, um infeliz, mas um homem.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
Relógio
06/11/2002
Meu coração parou por um instante
A voz de repente se fez muda
Os olhos fizeram-se cegos
Fiz-me gelo, fiz-me máquina
E comecei a me inventar
Coordenei os meus passos
Adiantei o relógio
Comprei novas canetas
Troquei velhos papéis...
Passei a acreditar no tempo
E o tempo passou
Mas os ponteiros estavam quebrados
E, sem querer, prendi-me ao passado
Nas lembranças jamais esquecidas
Quis girar o mundo
E o mundo girou
Mostrando-me onde eu tinha ficado
Querendo resgatar cada momento
Através dos meus sonhos e pensamentos...
Mas, sem perder a esperança, pude enxergar:
O gelo quebrou
A voz quis falar
O coração disparou...
No entanto fez-se estranho
O que era conhecido
E agora tento me encontrar
Onde o amor me deixou perdido.
Meu coração parou por um instante
A voz de repente se fez muda
Os olhos fizeram-se cegos
Fiz-me gelo, fiz-me máquina
E comecei a me inventar
Coordenei os meus passos
Adiantei o relógio
Comprei novas canetas
Troquei velhos papéis...
Passei a acreditar no tempo
E o tempo passou
Mas os ponteiros estavam quebrados
E, sem querer, prendi-me ao passado
Nas lembranças jamais esquecidas
Quis girar o mundo
E o mundo girou
Mostrando-me onde eu tinha ficado
Querendo resgatar cada momento
Através dos meus sonhos e pensamentos...
Mas, sem perder a esperança, pude enxergar:
O gelo quebrou
A voz quis falar
O coração disparou...
No entanto fez-se estranho
O que era conhecido
E agora tento me encontrar
Onde o amor me deixou perdido.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Siga em frente
Se a dor te assalta o coração
Se te sentes incompreendido
Tenha certeza de que não há perigo
Quando a tua escolha é pelo caminho da redenção
Lembra-te de Jesus,
certo de que ninguém está sozinho
Por mais que o mundo te isole
Segue teu caminho
Junto ao Cristo,
encontrará a paz de que tanto necessita
A paciência é um exercício individual, uma conquista
Demonstra, então, tua confiança em Deus
E siga em frente
Mas não deixe passar uma só oportunidade
Para trabalhar, aprender, perdoar e amar.
13/10/2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
PRIMAVERA
22/09/2009
É primavera!Mandem acordar as flores
Abrir as janelas
Chegar novos amores
De repente
A vida tem mais luz
O mundo enche-se de cor
Quiçá também novamente
A alma preenche-se de amor
Sim!
Chegou a estação mais bela
Brincando com a vida
Pintando-a de aquarela
Sinto o perfume das rosas, violetas, jasmim
Orquídeas, margaridas, lírios, girassóis
Quanta inspiração para os poetas
Quanta beleza em nós
Vejam!
Neste instante os olhos têm mais brilho
A alma mais poesia
Um não sei quê também provoca
Nos corações doce alegria
Até minha rima parece
Poesia de criança
Mas é primavera
E renasce em minh’alma
A esperança.
Por Aline D’Eça
É primavera!
Abrir as janelas
Chegar novos amores
De repente
A vida tem mais luz
O mundo enche-se de cor
Quiçá também novamente
A alma preenche-se de amor
Sim!
Chegou a estação mais bela
Brincando com a vida
Pintando-a de aquarela
Sinto o perfume das rosas, violetas, jasmim
Orquídeas, margaridas, lírios, girassóis
Quanta inspiração para os poetas
Quanta beleza em nós
Vejam!
Neste instante os olhos têm mais brilho
A alma mais poesia
Um não sei quê também provoca
Nos corações doce alegria
Até minha rima parece
Poesia de criança
Mas é primavera
E renasce em minh’alma
A esperança.
Por Aline D’Eça
domingo, 13 de setembro de 2009
Timidez da Lua
05/08/2006
Tudo é escuro, mas ela chega aos poucos
Como olhos que se abrem sem pressa
Depois de uma longa noite de sonhos...
Sua presença, não necessita anunciar
Basta acreditar que ela estará ali
Após seu solitário caminho
Sim, é dona de si
Entre tantas estrelas que brilham continuamente
Na busca frenética de mais e mais atenção e olhares
Ela prefere ocultar-se por instantes
E chegar devagarzinho
No meio do espetáculo
Sem anúncio
Sem ressalvas
Sem exigências
Colocando-se entre os últimos lugares
Todavia, basta apontar no horizonte para que seja notada
Não por todos os olhares,
Mas pelos sensíveis à sua presença...
E, ainda tímida, ela vai se aproximando do palco
Desviando mais olhares
Até tornar-se, sem nenhum esforço, o centro do espetáculo
Por sua luz e por sua beleza
Os céus, os palcos, as vidas brilham
Em branco ou prateado
Tudo é luz!
Tudo é encanto!
Mas, mesmo sabendo que ela partirá mais tarde,
Com a mesma delicadeza da vinda,
Quem com isso se importará?
Se o mundo ficou tão belo de repente...
A tímida lua...
Ainda que ela tente passar despercebida
Nunca nessa vida alguém a viu
E foi capaz de, na memória, tê-la esquecida.
Por Aline D'Eça
Sim, sou mais uma apaixonada pela lua. Inevitável é o fascínio por este satélite, sou canceriana... Sinto-me como a "Lua Adversa" de Cecília, aquela que "tem fases" ... "que vão e que vêm, no secreto calendário que um astrólogo arbitrário inventou para meu uso".
Após escrever esse texto, que teve como motivo uma bela noite de contemplação ao satélite em sua fase mais completa, lembrei-me de alguém , canceriana como eu, mas que tem a vantagem de ser conhecida por um nome derivado da lua. Corri e enderecei também para a minha amiga. Foi uma dupla homenagem: para a lua do céu e para a Lua da Terra.
Tudo é escuro, mas ela chega aos poucos
Como olhos que se abrem sem pressa
Depois de uma longa noite de sonhos...
Sua presença, não necessita anunciar
Basta acreditar que ela estará ali
Após seu solitário caminho
Sim, é dona de si
Entre tantas estrelas que brilham continuamente
Na busca frenética de mais e mais atenção e olhares
Ela prefere ocultar-se por instantes
E chegar devagarzinho
No meio do espetáculo
Sem anúncio
Sem ressalvas
Sem exigências
Colocando-se entre os últimos lugares
Todavia, basta apontar no horizonte para que seja notada
Não por todos os olhares,
Mas pelos sensíveis à sua presença...
E, ainda tímida, ela vai se aproximando do palco
Desviando mais olhares
Até tornar-se, sem nenhum esforço, o centro do espetáculo
Por sua luz e por sua beleza
Os céus, os palcos, as vidas brilham
Em branco ou prateado
Tudo é luz!
Tudo é encanto!
Mas, mesmo sabendo que ela partirá mais tarde,
Com a mesma delicadeza da vinda,
Quem com isso se importará?
Se o mundo ficou tão belo de repente...
A tímida lua...
Ainda que ela tente passar despercebida
Nunca nessa vida alguém a viu
E foi capaz de, na memória, tê-la esquecida.
Por Aline D'Eça
Sim, sou mais uma apaixonada pela lua. Inevitável é o fascínio por este satélite, sou canceriana... Sinto-me como a "Lua Adversa" de Cecília, aquela que "tem fases" ... "que vão e que vêm, no secreto calendário que um astrólogo arbitrário inventou para meu uso".
Após escrever esse texto, que teve como motivo uma bela noite de contemplação ao satélite em sua fase mais completa, lembrei-me de alguém , canceriana como eu, mas que tem a vantagem de ser conhecida por um nome derivado da lua. Corri e enderecei também para a minha amiga. Foi uma dupla homenagem: para a lua do céu e para a Lua da Terra.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Carta ao meu pai
21/03/1997
Posso sentir as batidas em meu peito
ou descansar em solitário leito
em carne, alma, em qualquer lugar
sempre terei a glória de te amar
Se uma lágrima os teus olhos inunda
invade-me uma tristeza muda
te consolar não saberei, amigo
mas certamente chorarei contigo
Não merece tua alma
um só dia neste mundo inumano
mas convivemos com a dádiva
de te ter nos amando
Pai,
que saudades tenho
nas manhãs molhar com um beijo a tua face
inspirar teu cheiro de anjo e sem disfarce
pousar, feliz, em tua paz.
Por Aline D’Eça
Posso sentir as batidas em meu peito
ou descansar em solitário leito
em carne, alma, em qualquer lugar
sempre terei a glória de te amar
Se uma lágrima os teus olhos inunda
invade-me uma tristeza muda
te consolar não saberei, amigo
mas certamente chorarei contigo
Não merece tua alma
um só dia neste mundo inumano
mas convivemos com a dádiva
de te ter nos amando
Pai,
que saudades tenho
nas manhãs molhar com um beijo a tua face
inspirar teu cheiro de anjo e sem disfarce
pousar, feliz, em tua paz.
Por Aline D’Eça
Bendita
17/07/1997
Das brigas, um abraço
Das lágrimas, uma flor
Da distância, um laço
Que nos liga: o amor
Alguma coisa aconteceu
E pôs fim ao tempo errado
Deixou-nos tão bem!
Caminhando lado a lado
Há harmonia nas cores, nos atos
E nos novos costumes
Uma luz renasce
E a dor se resume
Hoje tua voz me acalma e conforta
Lutemos pela paz
O que passou não importa
Força derivada de uma graça
Uma relação doce e breve
Tens fé, que tudo passa
À felicidade esse caminho nos leve
Bendita a tua alma caridosa
Benedita, tu és uma rosa entre as rosas.
Por Aline D’Eça
Para a minha mãezinha em homenagem ao nosso reencontro nessa vida!
Das brigas, um abraço
Das lágrimas, uma flor
Da distância, um laço
Que nos liga: o amor
Alguma coisa aconteceu
E pôs fim ao tempo errado
Deixou-nos tão bem!
Caminhando lado a lado
Há harmonia nas cores, nos atos
E nos novos costumes
Uma luz renasce
E a dor se resume
Hoje tua voz me acalma e conforta
Lutemos pela paz
O que passou não importa
Força derivada de uma graça
Uma relação doce e breve
Tens fé, que tudo passa
À felicidade esse caminho nos leve
Bendita a tua alma caridosa
Benedita, tu és uma rosa entre as rosas.
Por Aline D’Eça
Para a minha mãezinha em homenagem ao nosso reencontro nessa vida!
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Liga
Liga para mim
Tenho medo da sala vazia
E a tua voz facilmente apaga
A distância que existe entre nós
Liga para mim
Para falar o que ninguém escuta
Quando nenhuma palavra te servir de consolo
Que seja só para desabafar...
Liga para mim
Se, em plena madrugada,
Precisar de alguém ao teu lado
Para enfrentar as longas horas de silêncio contigo
Liga para mim
Ainda que neste instante
Seja eu que mais precise de ti
Liga para mim
Mesmo que não seja para dizer
Exatamente o que quero ouvir
Liga para mim
Pois só me basta saber
Que não te esqueces de mim
Por Aline D’Eça
27/12/1999
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Adormecidos
10/01/2001
Já não há alguém que sinta
A alma cobrir-se de flores
Como em festa de fantasia
Noite de amores
O peito cheio de luz
De pulsar mais forte
De ritmo mais intenso
E de amar, mais sereno
A renascer para trilhar
O caminho mais bonito
E a abrir os braços a fim
De abraçar o infinito
Amar para vencer a dor
E acordar os sonhos adormecidos
Amar para transpor os limites
Do corpo, da alma, do desconhecido
Ainda há neste mundo alguém que conheça
A verdadeira face do Amor?
Ainda há quem o sinta
Como paz infinita?
Ah, puro Amor!
Quem muito sabe da vida
E nada sabe de ti
Ainda dorme...
Por Aline D’Eça
Já não há alguém que sinta
A alma cobrir-se de flores
Como em festa de fantasia
Noite de amores
O peito cheio de luz
De pulsar mais forte
De ritmo mais intenso
E de amar, mais sereno
A renascer para trilhar
O caminho mais bonito
E a abrir os braços a fim
De abraçar o infinito
Amar para vencer a dor
E acordar os sonhos adormecidos
Amar para transpor os limites
Do corpo, da alma, do desconhecido
Ainda há neste mundo alguém que conheça
A verdadeira face do Amor?
Ainda há quem o sinta
Como paz infinita?
Ah, puro Amor!
Quem muito sabe da vida
E nada sabe de ti
Ainda dorme...
Por Aline D’Eça
domingo, 6 de setembro de 2009
Anjo perdido

Não sei o seu nome
Mas vivo a te chamar
Já dediquei tanto tempo
A te esperar em pensamento
Que meu grito mudo pode ecoar:
- Onde estás, Anjo meu?
Sem nenhum engano
Trago-te no coração
Os teus lábios tão sonhados
Tenho nos meus desenhado
Dos teus olhos busco atenção
- Onde estás, Anjo meu?
Vem fazer parte do meu mundo?
Que me mate a felicidade
Mas as horas que me forem concedidas
Ao teu lado nessa vida
Deixarão doces saudades
- Onde estás, Anjo meu?
Tenho que subir aos céus
Ensina-me a voar?
Mesmo com os pés no chão
Desvendar a imensidão
Depois de te amar...
- Onde estás, Anjo meu?
Preciso te encontrar
Não para deixar de ser um sonhador
Mas para compartilhar o que há de mais puro
Ser teu anjo também, eu te juro!
E fazer mais belo esse Amor...
- Diga-me onde te encontrar, Oh Anjo perdido!
Por Aline D’Eça
08/12/1999
Mas vivo a te chamar
Já dediquei tanto tempo
A te esperar em pensamento
Que meu grito mudo pode ecoar:
- Onde estás, Anjo meu?
Sem nenhum engano
Trago-te no coração
Os teus lábios tão sonhados
Tenho nos meus desenhado
Dos teus olhos busco atenção
- Onde estás, Anjo meu?
Vem fazer parte do meu mundo?
Que me mate a felicidade
Mas as horas que me forem concedidas
Ao teu lado nessa vida
Deixarão doces saudades
- Onde estás, Anjo meu?
Tenho que subir aos céus
Ensina-me a voar?
Mesmo com os pés no chão
Desvendar a imensidão
Depois de te amar...
- Onde estás, Anjo meu?
Preciso te encontrar
Não para deixar de ser um sonhador
Mas para compartilhar o que há de mais puro
Ser teu anjo também, eu te juro!
E fazer mais belo esse Amor...
- Diga-me onde te encontrar, Oh Anjo perdido!
Por Aline D’Eça
08/12/1999
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