segunda-feira, 14 de junho de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
Só Amor
25/05/2010
Que eu seja só amor
Aquele que alimenta e ilumina
Aquele que acolhe e pacifica
Diante das intempéries da vida
Em cada chegada e em cada partida
Que eu seja só amor
Que eu seja só amor
Aquele que fortalece diante do sacrifício
Aquele que promove a elevação interior
E que me faz herói de mim mesmo
Que eu seja só amor
Que eu seja só amor
Aquele que silencia diante da ofensa
Aquele que estende a mão e que perdoa
E veste-se de caridade e gentileza
Que eu seja só amor
Que eu seja só amor
Aquele que coloca a serviço do Cristo
Aquele que dá seu testemunho
E que inspira na busca da sabedoria
Que eu seja só amor
Que eu seja só amor
E que ele me eduque e transforme
E que nele encontre amparo e luz
Que eu seja só amor
E que dele eu seja instrumento
Do sentimento maior que nos conduz
Que eu seja só amor
E nele encontre abrigo
Do maior de nossos amigos:
O amado mestre Jesus.
Por Aline D’Eça*
*Este poema foi escrito durante inspiradora aula do Esde.
Que eu seja só amor
Aquele que alimenta e ilumina
Aquele que acolhe e pacifica
Diante das intempéries da vida
Em cada chegada e em cada partida
Que eu seja só amor
Que eu seja só amor
Aquele que fortalece diante do sacrifício
Aquele que promove a elevação interior
E que me faz herói de mim mesmo
Que eu seja só amor
Que eu seja só amor
Aquele que silencia diante da ofensa
Aquele que estende a mão e que perdoa
E veste-se de caridade e gentileza
Que eu seja só amor
Que eu seja só amor
Aquele que coloca a serviço do Cristo
Aquele que dá seu testemunho
E que inspira na busca da sabedoria
Que eu seja só amor
Que eu seja só amor
E que ele me eduque e transforme
E que nele encontre amparo e luz
Que eu seja só amor
E que dele eu seja instrumento
Do sentimento maior que nos conduz
Que eu seja só amor
E nele encontre abrigo
Do maior de nossos amigos:
O amado mestre Jesus.
Por Aline D’Eça*
*Este poema foi escrito durante inspiradora aula do Esde.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Para trás
Certa vez conheci um homem
E com ele por muito tempo caminhei
Não sei exatamente onde o deixei
Mas ele ficou para trás
Eu não sou mais aquele velho homem
Eu não sinto o que ele sentia
Eu não ajo como ele agia
Para quê sofrer pelo que aquele homem fez?
De quê adianta condená-lo pelas suas escolhas,
Se ele já foi submetido ao pesado jugo
De sua própria consciência?
Eu não preciso insistir na lembrança daquele homem
Ele ficará guardado na turva memória
De um passado que não é muito distante
Aquele velho homem ignorava as leis da vida
E escolheu sementes erradas para semear
Mas, embora tenha tentado escapar,
Ele não conseguiu fugir da necessária colheita
Por muito tempo compartilhei com os enganos daquele homem
Mas já não preciso ficar com o que ele deixou
O passado daquele homem já não é meu
Eu não penso como ele pensava
Eu não acredito no que ele acreditava
O que ele era já não sou eu
Aquele homem passou
Aquele homem sofreu
Aquele homem caminhou
Aquele homem aprendeu
Não foi em vão que aquele homem chegou onde estou agora
Ele tinha uma vontade de vencer que ainda é minha
Mas agora ele tem outros objetivos
Aquele homem deixou as armas
E aprendeu a lutar uma nova luta
Aquele homem aprendeu a resistir
Em uma nova forma de resistência
Aquele homem teve um passado
Mas hoje ele tem o futuro
E em sua busca ele tem encontrando oportunidades
Que oferecem novos sentidos à sua existência
Eu tive um encontro com o velho homem
E o novo homem ainda tenta um encontro consigo
Pois uma coisa ainda falta àquele homem:
A inadiável necessidade de se perdoar
Mas sei que eu estou tentando
E certamente ele conseguirá.
Por Aline D’Eça
Em 20/05/2010
domingo, 9 de maio de 2010
Procura-se

Procura-se:
A cumplicidade de um olhar
O aconchego de um abraço
A delicadeza de um suspiro
O calor de um beijo
O torpor de um perfume
A saciedade de um desejo
Procura-se:
O poder de uma palavra
A segurança das mãos dadas
A união de dois corpos
A sincronia dos movimentos
A entrega de duas almas
Procura-se:
O encorajamento diante de um receio
A compreensão diante de um erro
O estímulo perante as dificuldades
O conselho em um momento de dúvidas
O equilíbrio perante um debate
Procura-se:
A consolação diante de uma lágrima
A esperança em um momento de aflição
O cuidado em um momento de dor
A calma em um momento de agonia
O bom humor que arrebate um sorriso
Um gesto que desperte alegria
Procura-se:
O afago em um momento de carência
O calor em um dia de chuva
A parceria para uma dança
A companhia para uma viagem
Uma brincadeira para voltar a ser criança
Procura-se:
Um jeito novo de viver
Algo em que acreditar
Um sentimento bom de sentir
O amor para simplesmente amar.
Por Aline D'Eça
Em 09/05/2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
Vontades
Vontade de gritar!
Ou de ficar em um silêncio tão profundo
Onde só possa escutar a minha respiração
Vontade de estar
No meio de uma multidão
Desde que eu tivesse o poder
De desvendar o que se passa em cada coração
Vontade de reconhecer
A singularidade dos pensamentos
De pessoas conhecidas e anônimas
E ter a clareza de seus sentimentos
Vontade de prever
Onde vai dar cada caminho
Onde se escondem as oportunidades
E desviar-me das ciladas que me deixam sozinho
Ah... Vontade de fugir
Para um lugar que não conheço
Sair em busca da felicidade...
Vontade de sentir
Outras emoções
Ou de descobrir novas habilidades
Vontade de adquirir
Algo que não tenha preço
Mas que tenha um valor inestimável
Para o meu coração
Ah... Que vontade de partir daqui
E correr em sua direção!
Por Aline D’Eça
25/03/2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
Talvez
Desta vez não
Eu não quero me machucar
Nem estou disposta a me arriscar tanto assim
Ninguém sabe o que passei
E os anos que levei cuidando de mim
Desta vez um sim
Pode ser arriscado demais
Eu não sei, desta vez, não sei
Até onde posso me envolver
Sem perder tudo que conquistei
Desta vez, um talvez
É tudo que pode ser...
Se se trata de uma ilusão
É mais fácil sonhar acordada
Que, mais uma vez, destroçar o meu coração.
Por Aline D'Eça
domingo, 21 de março de 2010
Preste atenção
21/03/2010
Veja bem
Eu não sei dizer
O que se passa em meu coração
Eu não sei mentir
Mas também não sei deixar claro
O que acontece em mim
Preste atenção
Encontre as respostas
Sem precisar perguntar
O que consegue encontrar no meu olhar?
Esse meu jeito atrapalhado
De querer e de fugir
É apenas mais uma maneira
De buscar proteção
Veja bem
Qual a necessidade de estar diante do amor
E a ele dizer não?
Por Aline D’Eça
Veja bem
Eu não sei dizer
O que se passa em meu coração
Eu não sei mentir
Mas também não sei deixar claro
O que acontece em mim
Preste atenção
Encontre as respostas
Sem precisar perguntar
O que consegue encontrar no meu olhar?
Esse meu jeito atrapalhado
De querer e de fugir
É apenas mais uma maneira
De buscar proteção
Veja bem
Qual a necessidade de estar diante do amor
E a ele dizer não?
Por Aline D’Eça
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Mereço
15/05/1999
Não sei se posso aceitar,
mas entendo
Sim, há como reparar,
e eu mereço
Se sua capacidade é pouca,
já que não sabe amar,
sua felicidade é louca,
ninguém pode acreditar
Minha infelicidade é demais
E só eu sei perceber
Como serei capaz,
meu amor, de te ter?
Peço aos anjos
aos cupidos
aos teus heróis
e aos teus amigos
Que me coloquem no teu caminho,
em teu destino
Que façam com que seja meu o teu ninho
para cometermos desatinos
Ser, então, a dona do teu futuro
Somente tua, seja na luz ou no escuro
Ser a tua estrela preferida
E fazer tua a minha vida.
Por Aline D’Eça
Não sei se posso aceitar,
mas entendo
Sim, há como reparar,
e eu mereço
Se sua capacidade é pouca,
já que não sabe amar,
sua felicidade é louca,
ninguém pode acreditar
Minha infelicidade é demais
E só eu sei perceber
Como serei capaz,
meu amor, de te ter?
Peço aos anjos
aos cupidos
aos teus heróis
e aos teus amigos
Que me coloquem no teu caminho,
em teu destino
Que façam com que seja meu o teu ninho
para cometermos desatinos
Ser, então, a dona do teu futuro
Somente tua, seja na luz ou no escuro
Ser a tua estrela preferida
E fazer tua a minha vida.
Por Aline D’Eça
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Leves asas
De todo peito cheio, dolorido
O teu olhar e o teu sorriso não explicamDe toda tua vida preenchido
Coração, escravo errante, só suplica
Preenche o vazio de ar
Tenta substituir o que lá não está
Mesmo tentando mentir
O que sonha não encontra ali
Tentaste colher um amor
E olha só o que criou
Criaste um amor sem sentido
Que bate apenas em meu peito, esquecido
Leves asas, ilusão de um só
Não se ama por dois
Quem não ama, no coração não tem dó
Voa em silêncio e esquece o depois
Nunca soubeste o que comigo faz
Se pudesse ver nos olhos meus
Saberia do que o teu desejo é capaz
Para quê alimentar um amor de adeus?
Por Aline D’Eça
Em 13/01/1999
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
2 de fevereiro
Grande foi o número de ondas que se quebrou na praia
Desde que partiram para o mar
Pescadores, confiantes ou indecisos, medrosos ou destemidos,
Em um mesmo barco, à procura de boa pescaria
Mas o mar, traiçoeiro e revolto, deixou água entrar no convés,
O sonho quase cair
Quantas noites insones!
Pescador, sem desistir, levantou velas, enfrentou ondas, seguiu caminho
Novos ventos sopraram
Companheiros desembarcaram
E chegou o grande dia
De retornar à terra firme
O velho tempo terminou...
E o pescador desce do barco mais experiente, mais inteiro
Descansa os pés na areia, olha pr'o mar
Reflete os anos passados, sente saudades dos que com ele lutaram
E rende graças aos céus, a todos os santos e a Iemanjá
É chegado o dois de fevereiro
É noite de lua cheia
Ouçam! É o canto da Sereia!
Inaê, Mucunã, Rainha do Mar, Janaína vem batizar
Vitoriosos, pescadores recebem apelido em Yorubá:
Omísínà, nome de sorte, o poder das águas que abrem caminhos
Que a benção da mãe-orixá que dança no mar
Traga sucesso pr'a nossas vidas,
Pois hoje a despedida indica para nós uma nova partida!
Por Aline D'Eça
Obs.: Esta foi a "Mensagem da Turma" escrita por mim para o convite de formatura.
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