quinta-feira, 25 de março de 2010
Vontades
Vontade de gritar!
Ou de ficar em um silêncio tão profundo
Onde só possa escutar a minha respiração
Vontade de estar
No meio de uma multidão
Desde que eu tivesse o poder
De desvendar o que se passa em cada coração
Vontade de reconhecer
A singularidade dos pensamentos
De pessoas conhecidas e anônimas
E ter a clareza de seus sentimentos
Vontade de prever
Onde vai dar cada caminho
Onde se escondem as oportunidades
E desviar-me das ciladas que me deixam sozinho
Ah... Vontade de fugir
Para um lugar que não conheço
Sair em busca da felicidade...
Vontade de sentir
Outras emoções
Ou de descobrir novas habilidades
Vontade de adquirir
Algo que não tenha preço
Mas que tenha um valor inestimável
Para o meu coração
Ah... Que vontade de partir daqui
E correr em sua direção!
Por Aline D’Eça
25/03/2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
Talvez
Desta vez não
Eu não quero me machucar
Nem estou disposta a me arriscar tanto assim
Ninguém sabe o que passei
E os anos que levei cuidando de mim
Desta vez um sim
Pode ser arriscado demais
Eu não sei, desta vez, não sei
Até onde posso me envolver
Sem perder tudo que conquistei
Desta vez, um talvez
É tudo que pode ser...
Se se trata de uma ilusão
É mais fácil sonhar acordada
Que, mais uma vez, destroçar o meu coração.
Por Aline D'Eça
domingo, 21 de março de 2010
Preste atenção
21/03/2010
Veja bem
Eu não sei dizer
O que se passa em meu coração
Eu não sei mentir
Mas também não sei deixar claro
O que acontece em mim
Preste atenção
Encontre as respostas
Sem precisar perguntar
O que consegue encontrar no meu olhar?
Esse meu jeito atrapalhado
De querer e de fugir
É apenas mais uma maneira
De buscar proteção
Veja bem
Qual a necessidade de estar diante do amor
E a ele dizer não?
Por Aline D’Eça
Veja bem
Eu não sei dizer
O que se passa em meu coração
Eu não sei mentir
Mas também não sei deixar claro
O que acontece em mim
Preste atenção
Encontre as respostas
Sem precisar perguntar
O que consegue encontrar no meu olhar?
Esse meu jeito atrapalhado
De querer e de fugir
É apenas mais uma maneira
De buscar proteção
Veja bem
Qual a necessidade de estar diante do amor
E a ele dizer não?
Por Aline D’Eça
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Mereço
15/05/1999
Não sei se posso aceitar,
mas entendo
Sim, há como reparar,
e eu mereço
Se sua capacidade é pouca,
já que não sabe amar,
sua felicidade é louca,
ninguém pode acreditar
Minha infelicidade é demais
E só eu sei perceber
Como serei capaz,
meu amor, de te ter?
Peço aos anjos
aos cupidos
aos teus heróis
e aos teus amigos
Que me coloquem no teu caminho,
em teu destino
Que façam com que seja meu o teu ninho
para cometermos desatinos
Ser, então, a dona do teu futuro
Somente tua, seja na luz ou no escuro
Ser a tua estrela preferida
E fazer tua a minha vida.
Por Aline D’Eça
Não sei se posso aceitar,
mas entendo
Sim, há como reparar,
e eu mereço
Se sua capacidade é pouca,
já que não sabe amar,
sua felicidade é louca,
ninguém pode acreditar
Minha infelicidade é demais
E só eu sei perceber
Como serei capaz,
meu amor, de te ter?
Peço aos anjos
aos cupidos
aos teus heróis
e aos teus amigos
Que me coloquem no teu caminho,
em teu destino
Que façam com que seja meu o teu ninho
para cometermos desatinos
Ser, então, a dona do teu futuro
Somente tua, seja na luz ou no escuro
Ser a tua estrela preferida
E fazer tua a minha vida.
Por Aline D’Eça
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Leves asas
De todo peito cheio, dolorido
O teu olhar e o teu sorriso não explicamDe toda tua vida preenchido
Coração, escravo errante, só suplica
Preenche o vazio de ar
Tenta substituir o que lá não está
Mesmo tentando mentir
O que sonha não encontra ali
Tentaste colher um amor
E olha só o que criou
Criaste um amor sem sentido
Que bate apenas em meu peito, esquecido
Leves asas, ilusão de um só
Não se ama por dois
Quem não ama, no coração não tem dó
Voa em silêncio e esquece o depois
Nunca soubeste o que comigo faz
Se pudesse ver nos olhos meus
Saberia do que o teu desejo é capaz
Para quê alimentar um amor de adeus?
Por Aline D’Eça
Em 13/01/1999
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
2 de fevereiro
Grande foi o número de ondas que se quebrou na praia
Desde que partiram para o mar
Pescadores, confiantes ou indecisos, medrosos ou destemidos,
Em um mesmo barco, à procura de boa pescaria
Mas o mar, traiçoeiro e revolto, deixou água entrar no convés,
O sonho quase cair
Quantas noites insones!
Pescador, sem desistir, levantou velas, enfrentou ondas, seguiu caminho
Novos ventos sopraram
Companheiros desembarcaram
E chegou o grande dia
De retornar à terra firme
O velho tempo terminou...
E o pescador desce do barco mais experiente, mais inteiro
Descansa os pés na areia, olha pr'o mar
Reflete os anos passados, sente saudades dos que com ele lutaram
E rende graças aos céus, a todos os santos e a Iemanjá
É chegado o dois de fevereiro
É noite de lua cheia
Ouçam! É o canto da Sereia!
Inaê, Mucunã, Rainha do Mar, Janaína vem batizar
Vitoriosos, pescadores recebem apelido em Yorubá:
Omísínà, nome de sorte, o poder das águas que abrem caminhos
Que a benção da mãe-orixá que dança no mar
Traga sucesso pr'a nossas vidas,
Pois hoje a despedida indica para nós uma nova partida!
Por Aline D'Eça
Obs.: Esta foi a "Mensagem da Turma" escrita por mim para o convite de formatura.
Aos Deuses
2/02/2007
Hoje tem festa no terreiro
Procissão nas ruas para todos os santos
Os deuses reuniram-se no Olimpo
É dia de festejar
Osíris, deus do sol, convidou
São Jorge, guerreiro da lua, chegouMandem tremular os tambores
Lá vem Zeus, rei dos deuses e dos homens
Ecoou nos mares o canto de Iemanjá
Netuno de longe escutou
O Senhor do Bonfim já chegou
É dia de festa no céu, na terra e no mar
Eparrei, Iansã!
Salve Maria, Nossa Senhora!
A homenagem é para todos
Os santos, bons espíritos, deuses e orixás
Que conduziram até aqui o nosso caminhar
A todas as forças supremas, rendemos este tributo
Nosso coração hoje é o nosso altar
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
Agradecemos por esta vitória
E levamos aos céus um pedido:
continuem a nos guiar.
Oxalá!
Por Aline D'Eça
Obs.: Este foi um dos textos escritos por mim para o convite de formatura da turma de Comunicação Social 2006.2 da UFBA, celebrada em 2 de fevereiro de 2007.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Vinte e três
23/08/1999
Foi o dia mais feliz
Tanta luz a me invadir
(noite de ilusões)
Foi tudo que eu sempre quis
Foi tamanha a beleza do sonho
Que se realizou e nem me deixou dormir
Pois não quis deixá-lo fugir
(não pude imaginar que teria o sossego perdido)
Seria capaz de te ter
Ainda que eu pudesse enxergar que de muito ganhar
Tudo poderia perder
(te perdi, mas confesso, foi bom ficar com você)
Ganhei dias tristes
Meus sonhos todos ficaram
Adormecidos em seu coração
E ainda assim eles resistem
Foi-se o dia
Foi-se um ano
E depois de tanto caminhar
Acho que consegui cumprir o destino
De quem anda em círculos:
cheguei ao mesmo lugar...
(e você, como está?)
Não terei coragem para dizer
Mas haverá a hora
Que você irá saber
Deste amor que clama
Que pede pra sobreviver
Deste amor que é chama
Que não mataria
Mas de amar morreria
Só para te ter.
(foi o dia que eu sempre quis,
o presente mais bonito,
quero que sejas feliz!)
Por Aline D’Eça
Foi o dia mais feliz
Tanta luz a me invadir
(noite de ilusões)
Foi tudo que eu sempre quis
Foi tamanha a beleza do sonho
Que se realizou e nem me deixou dormir
Pois não quis deixá-lo fugir
(não pude imaginar que teria o sossego perdido)
Seria capaz de te ter
Ainda que eu pudesse enxergar que de muito ganhar
Tudo poderia perder
(te perdi, mas confesso, foi bom ficar com você)
Ganhei dias tristes
Meus sonhos todos ficaram
Adormecidos em seu coração
E ainda assim eles resistem
Foi-se o dia
Foi-se um ano
E depois de tanto caminhar
Acho que consegui cumprir o destino
De quem anda em círculos:
cheguei ao mesmo lugar...
(e você, como está?)
Não terei coragem para dizer
Mas haverá a hora
Que você irá saber
Deste amor que clama
Que pede pra sobreviver
Deste amor que é chama
Que não mataria
Mas de amar morreria
Só para te ter.
(foi o dia que eu sempre quis,
o presente mais bonito,
quero que sejas feliz!)
Por Aline D’Eça
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Sem rumo II
04/05/2000
Nenhum rumo
Nenhuma indicação
Nenhum sentido ao meu caminho
Como te encontrar
Para não seguir sozinho?
Barco sem rumo,
Sem vento e sem vela
Arrastado pela correnteza
Certamente atracará
No porto da tristeza
Um poço
Uma armadilha
Uma cruz a carregar: a solidão
A esperança, às vezes, é uma máscara
Que veste a ilusão
Nem o sol
Nem a lua
Perdido neste labirinto escuro
O farol que me guiava
Era o teu amor, meu porto seguro
Uma chuva no deserto
O encontro de nós dois
Um refúgio, uma tenda
Talvez seja esse amor,
Nossa estória, uma lenda.
Por Aline D’Eça
Nenhum rumo
Nenhuma indicação
Nenhum sentido ao meu caminho
Como te encontrar
Para não seguir sozinho?
Barco sem rumo,
Sem vento e sem vela
Arrastado pela correnteza
Certamente atracará
No porto da tristeza
Um poço
Uma armadilha
Uma cruz a carregar: a solidão
A esperança, às vezes, é uma máscara
Que veste a ilusão
Nem o sol
Nem a lua
Perdido neste labirinto escuro
O farol que me guiava
Era o teu amor, meu porto seguro
Uma chuva no deserto
O encontro de nós dois
Um refúgio, uma tenda
Talvez seja esse amor,
Nossa estória, uma lenda.
Por Aline D’Eça
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Sem rumo I
04/05/2000
Nem teus olhos tão ausentes
Dos meus olhos tão tristonhos
Para trazer de volta ao meu céu estrelas cadentes
Nem o teu sorriso tão distante
De minha boca tão sedenta
Para trazer-me alegria neste instante
Nem a tua voz tão serena
A me explicar as coisas da vida
Para tornar minha caminhada mais amena
Nem o teu toque tão inocente
A afagar, com carinho, os meus cabelos
Para conseguir tornar-me mais paciente
Nem a tua força, o teu abraço,
A tirar meus pés do chão
Para aliviar o meu cansaço
Sem a tua voz, teu carinho
Fica difícil, quase impossível,
Seguir sozinho...
Por Aline D’Eça
Nem teus olhos tão ausentes
Dos meus olhos tão tristonhos
Para trazer de volta ao meu céu estrelas cadentes
Nem o teu sorriso tão distante
De minha boca tão sedenta
Para trazer-me alegria neste instante
Nem a tua voz tão serena
A me explicar as coisas da vida
Para tornar minha caminhada mais amena
Nem o teu toque tão inocente
A afagar, com carinho, os meus cabelos
Para conseguir tornar-me mais paciente
Nem a tua força, o teu abraço,
A tirar meus pés do chão
Para aliviar o meu cansaço
Sem a tua voz, teu carinho
Fica difícil, quase impossível,
Seguir sozinho...
Por Aline D’Eça
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