04/05/2000
Nenhum rumo
Nenhuma indicação
Nenhum sentido ao meu caminho
Como te encontrar
Para não seguir sozinho?
Barco sem rumo,
Sem vento e sem vela
Arrastado pela correnteza
Certamente atracará
No porto da tristeza
Um poço
Uma armadilha
Uma cruz a carregar: a solidão
A esperança, às vezes, é uma máscara
Que veste a ilusão
Nem o sol
Nem a lua
Perdido neste labirinto escuro
O farol que me guiava
Era o teu amor, meu porto seguro
Uma chuva no deserto
O encontro de nós dois
Um refúgio, uma tenda
Talvez seja esse amor,
Nossa estória, uma lenda.
Por Aline D’Eça
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Sem rumo I
04/05/2000
Nem teus olhos tão ausentes
Dos meus olhos tão tristonhos
Para trazer de volta ao meu céu estrelas cadentes
Nem o teu sorriso tão distante
De minha boca tão sedenta
Para trazer-me alegria neste instante
Nem a tua voz tão serena
A me explicar as coisas da vida
Para tornar minha caminhada mais amena
Nem o teu toque tão inocente
A afagar, com carinho, os meus cabelos
Para conseguir tornar-me mais paciente
Nem a tua força, o teu abraço,
A tirar meus pés do chão
Para aliviar o meu cansaço
Sem a tua voz, teu carinho
Fica difícil, quase impossível,
Seguir sozinho...
Por Aline D’Eça
Nem teus olhos tão ausentes
Dos meus olhos tão tristonhos
Para trazer de volta ao meu céu estrelas cadentes
Nem o teu sorriso tão distante
De minha boca tão sedenta
Para trazer-me alegria neste instante
Nem a tua voz tão serena
A me explicar as coisas da vida
Para tornar minha caminhada mais amena
Nem o teu toque tão inocente
A afagar, com carinho, os meus cabelos
Para conseguir tornar-me mais paciente
Nem a tua força, o teu abraço,
A tirar meus pés do chão
Para aliviar o meu cansaço
Sem a tua voz, teu carinho
Fica difícil, quase impossível,
Seguir sozinho...
Por Aline D’Eça
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Te sentir
Posso sentir o cheiro das flores
A primavera chegou mais cedo
Com o seu sorriso
Posso sentir a plenitude
Da certeza de um sonho
prestes a se realizar
Posso sentir em meu peito
um coração que tenta, em vão, manter o ritmo
São novas a dança e a melodia
Posso sentir que em breve
sua imagem enfeitará minhas noites
e nas manhãs será como o primeiro raio de sol
Posso sentir seu perfume
em todo ar que eu respirar
A todo tempo, comigo ele estará
Posso sentir, não deixo de acreditar,
o Amor está presente
Quero enxergá-lo nos seus olhos
Posso sentir que já somos um
e que podemos ser três.
Por Aline D’Eça
Em 09/09/1999
domingo, 10 de janeiro de 2010
Aplausos
Aquele tempo em que eu, ainda menina,
deitava minha cabeça em seu colo
para ganhar um carinho das suas mãos delicadas em meus cabelos
Aquele tempo em que eu, muito traquina,
bagunçava a sua casa, corria pela sala, quebrava suas coisas
e você, muito zangada, pedia para eu ser menos desastrada
Aquele tempo em que eu, garota curiosa,
mal sabia ler, pouco sabia escrever, olhava a sua estante repleta de livros
e calculava quanto tempo eu levaria para lê-los por inteiro
Aquele tempo em que eu nada sabia da vida
lia suas poesias, via suas fotografias,
mas sem sentir a sua emoção, sem perceber a sua visão
Aquele tempo passou
e, sem querer, você me ensinou
a flagrar a vida com os olhos de um poeta
que espiona a Terra como um satélite
e conta a história das mulheres, de homens e do mundo
Aquele tempo ficou
imortalizado nas lembranças infantis
de uma mulher que hoje te aplaude
e que, com as suas vitórias, também é feliz.
Por Aline D’Eça
Em 05/03/2003
Uma homenagem para a minha madrinha, a grande poetisa e escritora Maria Lígia Madureira Pina.
deitava minha cabeça em seu colo
para ganhar um carinho das suas mãos delicadas em meus cabelos
Aquele tempo em que eu, muito traquina,
bagunçava a sua casa, corria pela sala, quebrava suas coisas
e você, muito zangada, pedia para eu ser menos desastrada
Aquele tempo em que eu, garota curiosa,
mal sabia ler, pouco sabia escrever, olhava a sua estante repleta de livros
e calculava quanto tempo eu levaria para lê-los por inteiro
Aquele tempo em que eu nada sabia da vida
lia suas poesias, via suas fotografias,
mas sem sentir a sua emoção, sem perceber a sua visão
Aquele tempo passou
e, sem querer, você me ensinou
a flagrar a vida com os olhos de um poeta
que espiona a Terra como um satélite
e conta a história das mulheres, de homens e do mundo
Aquele tempo ficou
imortalizado nas lembranças infantis
de uma mulher que hoje te aplaude
e que, com as suas vitórias, também é feliz.
Por Aline D’Eça
Em 05/03/2003
Uma homenagem para a minha madrinha, a grande poetisa e escritora Maria Lígia Madureira Pina.
Meu menino
Ver-te dormir sorrindo, meu menino,
É o maior bem que se temAcordar ao lado teu
É ter o céu azul para voar
O teu olhar... só ele tem o brilho
E o dom de me envolver
Submete-me aos teus caprichos
Meu menino,
É tão bom te ver sentindo
Prazer nos braços meus...
Ninar-te e depois te ver adormecer no meu colo
Como um brinquedo, o meu brinquedo
Sou tua criança e teu guia
Faça o que quiser de mim
Pode fazer-me teu mundo
Pode morar em mim
Mas, se quiser partir,
Não me arrastarei aos teus pés
Nem te ofenderei
Nem me afogarei em lágrimas
Só, ficarei te esperando...
E quando chegares da luta, ferido ou não,
Voltarás desejando descansar
No calor dos meus abraços
E quando, neste momento, teus olhos perceberem
Uma lágrima nos olhos meus
Talvez questione:
- Por que choras? Sentes dor?
E, então, responderei:
- Choro pois não percebeste, meu menino, até agora
Que minhas lágrimas são por teu amor.
Por Aline D’Eça
Em 24/08/1998
sábado, 9 de janeiro de 2010
Medo de tentar
O medo de amar
é o medo de ser livre
É não saber escolher
a melhor maneira para viver
Há quem prefira não se arriscar
E continua dominado por instintos
Preso a sensações passageiras,
corrompidas pelo egoísmo
O medo de amar
é o medo de dar
o que se deseja para si
O Amor é o Sol interior
É preciso abrir as cortinas
e deixar a luz entrar
É preciso arrastar os móveis
e ter espaço para dançar
É preciso não ter medo de errar,
ter coragem e tentar
O amor é imortal,
mas qualquer mortal pode ter.
Por Aline D’Eça
Em 24/08/1999
é o medo de ser livre
É não saber escolher
a melhor maneira para viver
Há quem prefira não se arriscar
E continua dominado por instintos
Preso a sensações passageiras,
corrompidas pelo egoísmo
O medo de amar
é o medo de dar
o que se deseja para si
O Amor é o Sol interior
É preciso abrir as cortinas
e deixar a luz entrar
É preciso arrastar os móveis
e ter espaço para dançar
É preciso não ter medo de errar,
ter coragem e tentar
O amor é imortal,
mas qualquer mortal pode ter.
Por Aline D’Eça
Em 24/08/1999
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
No meio do caminho tinha um homem
16/09/2005
Diante de tantos passos apressados, sem nenhuma proteção sobre a calçada de pedras portuguesas, dormia um homem. Era sujo e magro. Apresentava alguns cabelos brancos e rugas denunciando a velhice do corpo. Talvez estivesse bêbado, mas isso pouco importou para uma senhora que passava pelo local às 7 horas da manhã, se dirigindo para uma padaria no bairro Nazaré, onde reside na capital baiana. Dona Maura, uma senhora de quase 80 anos, vestimentas simples, porém bem arrumada, parou diante daquele ser adormecido no chão, estendendo para ele um olhar triste e piedoso. Não conseguiu ter medo daquela criatura desafortunada. Ao contrário daqueles que só reparavam naquele homem infeliz a tempo de desviar dele como se desviasse de uma pedra ou de um buraco no caminho, Dona Maura esqueceu um pouco de si para pensar um pouco nele. Seus pensamentos, talvez, fossem uma análise sobre a trajetória de vida daquele senhor adormecido no chão, se ele possuía família ou sobre o abandono do Estado. Talvez apenas fizesse uma prece. Ninguém sabe, ninguém perguntou. Mas a partir do momento em que Dona Maura parou diante daquele ser, os transeuntes apressados deixaram de enxergá-lo como uma pedra para enxergá-lo como um homem, um infeliz, mas um homem.
Diante de tantos passos apressados, sem nenhuma proteção sobre a calçada de pedras portuguesas, dormia um homem. Era sujo e magro. Apresentava alguns cabelos brancos e rugas denunciando a velhice do corpo. Talvez estivesse bêbado, mas isso pouco importou para uma senhora que passava pelo local às 7 horas da manhã, se dirigindo para uma padaria no bairro Nazaré, onde reside na capital baiana. Dona Maura, uma senhora de quase 80 anos, vestimentas simples, porém bem arrumada, parou diante daquele ser adormecido no chão, estendendo para ele um olhar triste e piedoso. Não conseguiu ter medo daquela criatura desafortunada. Ao contrário daqueles que só reparavam naquele homem infeliz a tempo de desviar dele como se desviasse de uma pedra ou de um buraco no caminho, Dona Maura esqueceu um pouco de si para pensar um pouco nele. Seus pensamentos, talvez, fossem uma análise sobre a trajetória de vida daquele senhor adormecido no chão, se ele possuía família ou sobre o abandono do Estado. Talvez apenas fizesse uma prece. Ninguém sabe, ninguém perguntou. Mas a partir do momento em que Dona Maura parou diante daquele ser, os transeuntes apressados deixaram de enxergá-lo como uma pedra para enxergá-lo como um homem, um infeliz, mas um homem.
domingo, 15 de novembro de 2009
Relógio
06/11/2002
Meu coração parou por um instante
A voz de repente se fez muda
Os olhos fizeram-se cegos
Fiz-me gelo, fiz-me máquina
E comecei a me inventar
Coordenei os meus passos
Adiantei o relógio
Comprei novas canetas
Troquei velhos papéis...
Passei a acreditar no tempo
E o tempo passou
Mas os ponteiros estavam quebrados
E, sem querer, prendi-me ao passado
Nas lembranças jamais esquecidas
Quis girar o mundo
E o mundo girou
Mostrando-me onde eu tinha ficado
Querendo resgatar cada momento
Através dos meus sonhos e pensamentos...
Mas, sem perder a esperança, pude enxergar:
O gelo quebrou
A voz quis falar
O coração disparou...
No entanto fez-se estranho
O que era conhecido
E agora tento me encontrar
Onde o amor me deixou perdido.
Meu coração parou por um instante
A voz de repente se fez muda
Os olhos fizeram-se cegos
Fiz-me gelo, fiz-me máquina
E comecei a me inventar
Coordenei os meus passos
Adiantei o relógio
Comprei novas canetas
Troquei velhos papéis...
Passei a acreditar no tempo
E o tempo passou
Mas os ponteiros estavam quebrados
E, sem querer, prendi-me ao passado
Nas lembranças jamais esquecidas
Quis girar o mundo
E o mundo girou
Mostrando-me onde eu tinha ficado
Querendo resgatar cada momento
Através dos meus sonhos e pensamentos...
Mas, sem perder a esperança, pude enxergar:
O gelo quebrou
A voz quis falar
O coração disparou...
No entanto fez-se estranho
O que era conhecido
E agora tento me encontrar
Onde o amor me deixou perdido.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Siga em frente
Se a dor te assalta o coração
Se te sentes incompreendido
Tenha certeza de que não há perigo
Quando a tua escolha é pelo caminho da redenção
Lembra-te de Jesus,
certo de que ninguém está sozinho
Por mais que o mundo te isole
Segue teu caminho
Junto ao Cristo,
encontrará a paz de que tanto necessita
A paciência é um exercício individual, uma conquista
Demonstra, então, tua confiança em Deus
E siga em frente
Mas não deixe passar uma só oportunidade
Para trabalhar, aprender, perdoar e amar.
13/10/2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
PRIMAVERA
22/09/2009
É primavera!Mandem acordar as flores
Abrir as janelas
Chegar novos amores
De repente
A vida tem mais luz
O mundo enche-se de cor
Quiçá também novamente
A alma preenche-se de amor
Sim!
Chegou a estação mais bela
Brincando com a vida
Pintando-a de aquarela
Sinto o perfume das rosas, violetas, jasmim
Orquídeas, margaridas, lírios, girassóis
Quanta inspiração para os poetas
Quanta beleza em nós
Vejam!
Neste instante os olhos têm mais brilho
A alma mais poesia
Um não sei quê também provoca
Nos corações doce alegria
Até minha rima parece
Poesia de criança
Mas é primavera
E renasce em minh’alma
A esperança.
Por Aline D’Eça
É primavera!
Abrir as janelas
Chegar novos amores
De repente
A vida tem mais luz
O mundo enche-se de cor
Quiçá também novamente
A alma preenche-se de amor
Sim!
Chegou a estação mais bela
Brincando com a vida
Pintando-a de aquarela
Sinto o perfume das rosas, violetas, jasmim
Orquídeas, margaridas, lírios, girassóis
Quanta inspiração para os poetas
Quanta beleza em nós
Vejam!
Neste instante os olhos têm mais brilho
A alma mais poesia
Um não sei quê também provoca
Nos corações doce alegria
Até minha rima parece
Poesia de criança
Mas é primavera
E renasce em minh’alma
A esperança.
Por Aline D’Eça
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