sexta-feira, 1 de março de 2013

Flor de Cacto


A vida deu-me espinhos
Mas isso não me causa tristeza
Aprendi, o caminho me ensinou,
a lidar com minhas fraquezas...
Adaptei-me à aridez do solo
Ganhei força e resistência
Sei, há os que não simpatizem comigo,
com o meu jeito e aparência
Mas sigo tranquilo
Hoje sei que a minha beleza
não se encontra na delicadeza...
Em minha existência, bastam-me apenas
O sol para iluminar
A lua para admirar
E, assim, sigo sozinho
Protegendo o que há de melhor em mim...
Até que chegará o dia
em que, vencendo os espinhos,
brotará em mim bela e delicada flor
que batizarei com o nome “Amor”.

Por Aline D’Eça
Em 01/03/2013

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

POVO RETADO


Deus quis criar um ser diferenciado
pôs dendê correndo nas veias
um timbau no coração
pimenta nos lábios
sotaque arrastado
cintura de mola
corpo bronzeado
mãos quentes
mente tranquila
muito rebolado
Deu gana e suor
deu suingue e calor
Caprichou na simpatia
Investiu na fé e na alegria
E, feliz, concluiu o seu plano:
Inventou o baiano!

Por Aline D'Eça
13/02/2013


Imagem: Mulata Grande (Carybé)

SEMENTE


Conheci um amor
que desabrochou
para não brotar
Dispensei a dor
Ele não vingou
mas continuo a amar
de um jeito diferente
livre, leve, inocente
doce e desinteressado
sozinho e independente
daquilo que sente
o ser amado

Conheci um amor
que me ensinou
a acreditar
Se da semente
não nasceu a flor
foi o tempo
que não despertou
o que ainda pode acordar.

Por
Aline D’Eça
1°/02/2013

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Pra acabar



Eu não sei por que há pessoas que escolhem relações sem alma, sem entrega, sem transparência, cheia de máscaras, vazias...
Entre o que me dá apenas prazer ao corpo e ao ego satisfação, e aquilo que é capaz de tocar o meu espírito e de aquecer o meu coração, sem dúvidas, a segunda opção!
Acorda! A vida não é uma encenação!


Por Aline D’Eça
Em 21/12/2012

Poesia do fim




Se o mundo fosse acabar
Eu colocaria um vestido azul
E gritaria pertinho do mar
Pra que ouvissem de norte a sul:

Oh, minha gente!
Coloca os pés no chão
Ninguém vê? Ninguém sente?
O Amor não acaba não!

O Amor se transforma
Como casulo e borboleta
E ele move essa reforma
Que acontece no planeta

O fim do mundo logo vai passar
Cairá a noite, virá o dia
E para continuar a poesia
Aceite o convite, não tarde a amar.

Aline D’Eça
Em 21/12/2012